terça-feira, 11 de maio de 2010

Recebamos o Papa com a honestidade dum mendigo

Corre na rede o seguinte relato:
Um sacerdote norte americano da diocese de Nova York dispunha-se a rezar numa das paróquias de Roma quando, ao entrar, encontrou um mendigo. Depois de observá-lo durante um momento, o sacerdote deu-se conta de que conhecia aquele homem: era um companheiro de Seminário, ordenado sacerdote no mesmo dia que ele. Agora mendigava pelas ruas.
O padre, depois de se identificar, cumprimentou-o e escutou dos lábios do mendigo como tinha perdido a sua fé e a sua vocação. Ficou profundamente estremecido. No dia seguinte o sacerdote tinha a oportunidade de concelebrar a Missa privada do Papa e poderia cumprimentá-lo no final da celebração, como é costume. Ao chegar a sua vez sentiu o impulso de ajoelhar-se frente ao Santo Padre e pedir que rezasse pelo seu antigo companheiro de Seminário, e descreveu brevemente a situação ao Papa.
Um dia depois recebeu um convite do Vaticano para jantar com o Papa, e que levasse consigo o mendigo da paróquia. O sacerdote voltou à paróquia e comentou com o seu amigo o desejo do Papa. Uma vez convencido o mendigo, levou-o ao hotel onde estava hospedado, ofereceu-lhe roupa e a oportunidade de assear-se. O Sumo Pontífice, depois do jantar, pediu ao sacerdote que os deixasse a sós, e pediu ao mendigo que escutasse sua confissão. O homem, impressionado, respondeu-lhe que já não era sacerdote, ao que o Papa respondeu:
“— uma vez sacerdote, sacerdote para sempre”.
“—Mas estou fora de minhas faculdades de presbítero”,
insistiu o mendigo.
“— E eu sou o Bispo de Roma, posso encarregar-me disso”, disse o Papa.
O homem escutou a confissão do Santo Padre e pediu-lhe que por sua vez escutasse sua própria confissão. Depois dela chorou amargamente.
No fim João Paulo II perguntou-lhe em que paróquia tinha estado mendigando, e designou-o assistente do pároco da mesma, e encarregado da caridade para com os pobres.

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