quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Dia de todos os Santos

Hoje é dia de todos os santos:
dos que têm auréola
e dos que não foram canonizados.

Dia de todos os santos:
daqueles que viveram, serenos
e brandos, sem darem nas vistas e que no fim
dos tempos hão de seguir o Cordeiro.

Hoje é dia de todos os Santos:
santos barbeiros e santos cozinheiros,
jogadores de football e porquenão?
comerciantes, mercadores, caldeireiros e arrumadores
(porque não arrumadoras?
se até é mais frequente que sejam elas a encaminhar o espectador?)

Ao longo dos séculos, no silêncio da noite e à claridade do dia
foram tuas testemunhas;
disseram sim/sim e não/não;
gastaram palavras, poucas, em rodeios, divagações.
Foram teus imitadores e na transparência dos seus gestos
A Tua imagem se divisava.
Empreendedores e bravos
ou tímidos e mansos, traziam-te no coração,
Olharam o mundo com amor e os homens como irmãos.
Do chão que pisavam
rebentava a esperança de um futuro de justiça e de salvação
e o seu presente era já quase só amor.
Cortejo inumerável de homens e mulheres
que Te seguiram e conTigo conviveram, de modo admirável:
com os que tinham fome partilharam o seu pão
olharam compadecidos as dores do
mundo e sofreram perseguição por causa da Justiça.

Foram limpos de coração
e por issodos seus olhos jorrou pureza e dos seus lábios
brotaram palavras de consolação.

Amaram-Te e amaram o mundo.
Cantaram os teus louvores e a beleza da Criação.
E choraram as dores dos que desesperam.

Tiveram gestos de indignação e palavras proféticas
que rasgavam horizontes límpidos.

Estes são os que seguem o Cordeiro
porque te conheceram e reconheceram e de ti receberam
o dom de anunciar ao mundo a justiça e a salvação.

Maria de Lourdes Belchior

terça-feira, 30 de outubro de 2012

sábado, 27 de outubro de 2012

Testemunhar a Cristo

Quem encontra Cristo e aceita o desafio para viver como discípulo tem, a partir daí, um caminho fácil? De forma nenhuma. Tem de abandonar a vida cómoda e instalada; tem de aprender a enfrentar as críticas, as incompreensões, os confrontos; tem de percorrer, dia a dia, o difícil caminho do amor, do serviço, da entrega, do dom da vida... mas este é um caminho que leva à ressurreição, à vida verdadeira e eterna.

10 ideias para viver o ano da fé

Para assinalar o 50º aniversário do Concilio Vaticano II e o 20º aniversário do Catecismo da Igreja Católica, o Papa Bento XVI anunciou um Ano da Fé,  com começo a 11 de Outubro de 2012 e fim a 24 de Novembro de 2013. O objectivo é fortalecer a fé dos católicos e atrair o mundo à fé através do seu exemplo.
O bispo David Ricken, de Gren Bay, Wisconsin, presidente da Comissão para a Evangelização e Catequese da Conferência Episcopal dos EUA, apresenta “ 10 ideias para viver o Ano da Fé”.
As 10 ideias estão baseadas nas orientações da Congregação para a Doutrina da Fé. Algumas dessas sugestões são já deveres dos católicos; outras podem ser vividas em qualquer altura, especialmente durante o Ano da Fé.

1. Ir à missa
O Ano da Fé pretende promover o encontro com Jesus. Isso acontece mais imediatamente na Eucaristia.
Ir à Missa com frequência consolida a fé pessoal através da Escrituras, do Credo, de outras orações, da música sagrada, da homilia, recebendo a Comunhão, e fazendo parte de uma comunidade de fé.

2.Ir à Confissão
Tal como pela Missa, os católicos encontram força e aprofundam a fé pela participação no Sacramento da reconciliação. A Confissão alenta as pessoas a regressarem a Deus, a expressarem arrependimento por terem caído e a abrirem as suas vidas para o poder curativo da graça de Deus.
Perdoa as faltas do passado e dá força para o futuro.

3. Conhecer as vidas dos santos
Os santos são exemplos intemporais de como se vive  uma vida cristã, e dão-nos uma grande esperança.  Eles foram pecadores que persistiram em estar mais perto de Deus, e além disso apontaram caminhos por onde podemos servir a Deus: no ensino, no trabalho missionário, na caridade, na oração, ou simplesmente procurando agradar a Deus nas acções e decisões correntes da vida. Diária.

4. Ler a Bíblia diariamente
A Escritura permite um acesso em primeira-mão à Palavra de Deus e conta a história da salvação humana. Os católicos podem rezar as escrituras (pelo lectio divina ou por outros métodos) para ficar mais em sintonia com a Palavra de Deus. Em qualquer caso, a Bíblia é uma necessidade para crescer no ano da Fé.

5. Ler os documentos do Vaticano II
O Concílio Vaticano II (1962-1965) marcou o início de uma grande renovação da Igreja.
Teve o impacto na forma de celebrar a Missa, no papel dos leigos, na compreensão que a Igreja tem de si mesma e das suas relações com outros cristãos e com não- cristãos. Para continuar essa renovação, os católicos precisam de entender o que é que o Concílio ensinou e como é que isso beneficia a vida dos crentes.

6. Estudar o Catecismo
Publicado exactamente 30 anos depois do começo do Concílio, o Catecismo da Igreja Católica abrange as crenças, os ensinamentos morais, a oração e os sacramentos da igreja católica num só volume. É um recurso para crescer na compreensão da fé.

7. Ser voluntário na paróquia.
O Ano da Fé não pode ser só estudo e reflexão. A base sólida das escrituras, do Concílio e do Catecismo deve ser traduzida para a acção. A paróquia é um bom lugar para começar, e os talentos de cada um ajudam a construir a comunidade. As pessoas serão bem vindas para tarefas de acolhimento, música litúrgica, leitores, catequistas e outros serviços na vida da paróquia.

8. Ajudar quem precisa
O Vaticano convida os católicos a dar esmola e tempo para ajudar os pobres durante o Ano da Fé.
Isto significa encontrar pessoalmente Cristo nos pobres, marginalizados e nos mais vulneráveis.
Ajudar os outros põe os católicos olhos nos olhos diante de Cristo e é exemplo para o mundo.

9. Convidar um amigo para a Missa
O Ano da Fé pode ser global na finalidade, focando na renovação da fé e na evangelização de toda a Igreja, mas a verdadeira mudança acontece ao nível local. Um convite pessoal pode fazer a diferença para alguém que se afastou da fé ou que se sente excluído da Igreja. Todos nós conhecemos pessoas assim, por isso todos nós podemos fazer um convite amável.

10. Viver as bem-aventuranças na vida diária
As bem aventuranças (Mateus 5, 3-12) são um óptimo modelo para a vida cristã. A sua sabedoria pode ajudar todos a ser mais humildes, pacientes, justos, transparentes, amáveis, inclinados ao perdão e livres. É precisamente o exemplo de fé vivida necessário para atrair pessoas para a Igreja durante este ano.

Chama do Carmo I NS 160 I Outubro 28 2012

O que queres que eu te faça?

«Mestre, que eu veja»!

Que seja capaz de ver no meio da escuridão.
Que eu veja o grito de silêncio dado pelos que mais precisam.
Sim Mestre, que eu os veja!

Quero ver aqueles que precisam de mim,
que mendigam por algo meu.

Senhor, que eles me vejam!
Que aqueles a quem eu mendigo sejam capazes de me ver.

Sim meu Senhor, que eles me vejam!

Pai, quero ser mendigo, eternamente mendigo!
Não um mendigo que pede esmola para sobreviver,
mas um mendigo sem capa,
que pede a luz da tua Palavra para viver.

Peço-te a Ti que tens o inesgotável dom de dar:
deixa-me ser mendigo da tua Luz,
e luz para aqueles que a mendigam.

Vítor Araújo

Senhor arranca-nos a nossa cegueira

Senhor, a Tua Igreja, peregrina no mundo,
é um povo de pobres, de frágeis seres humanos.
Mas confiamos em ti!

Não queremos colocar as nossas força
ou esperanças no nosso prestígio,
ou nas riquezas ou nos amigos poderosos
ou nos elogios do mundo.
Não! Só Tu és a nossa força!

Salva-nos, Senhor!
Reúne-nos, Senhor!
Ilumina-nos, Senhor!

Dá-nos a graça de reconhecer
que só na tua luz poderemos ver a luz!
O mundo chama luz, sabedoria e esperteza
a coisas que são inaceitáveis aos Teus olhos!

Senhor, abre os nossos olhos
para caminharmos na Tua luz até a cruz,
até a ressurreição, até à vida.

Senhor, arranca-nos da nossa cegueira,
para vermos o caminho da eternidade feliz.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sorrir e aprender (8)

E se tivesse sido na era digital?

Prova

Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa
natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar.
 
(Bertold Brecht)

domingo, 21 de outubro de 2012

O que quer dizer o logo do Ano da Fé?


Iva

Entretanto, vê-se bem, a família vai crescer. A mãe está feliz. O pai também. Bruna idaem, aspas aspas. Nós igualmente. Chama-se Iva. Os saltos são tantos lá dentro - como algumas puderam verificar... - que brevemente chegará ao nosso convívio. Bem-vinda, Iva!

Amêndoas de Jesus

O Grupo de Casais recomeçou os trabalhos. Foi ontem à noite. Noite dentro. De longe e de mais perto foram chegando. para longe e para perto foram depois partindo. Até ao próximo mês. No próximo mês voltamos a reunir, a rezar, a reflectir e a bebericar um chã. O Daniel e Filipe encarregaram-se de aprender anedotas novas.

Dá-me lume!

Hoje iniciámos o Ano da Fé. Singelamente, que o tempo não está para grandes voos. Numa mão uma vela acesa, na outra o Credo dos Apóstolos. Mas primeiros abrimos a porta, seguindo o gesto de Bento XVI.
Depois cada um levou a vela para casa, para a acenderem durante a oração. Foi isso que nos foi sugerido não encerramento do último ano pastoral: que se acendesse aqui a vela e depois se pudesse renovar o gesto em casa. É uma forma de comunhão, de união de chamas. É uma esperança de incêndio!
A minha fé depende da tua, e a tua da minha. Por essa razão rezámos também por aqueles em quem a fé esmoeceu ou se apagou. Oxalá - rezámos - oxalá, vá brotando à nossa volta, o pedido: por favor dá-me lume!

De albergue em albergue.

Os Hospitaleitros do Caminho - na verdade são hospitaleiras, cinco mulheres! - que apoiam o nosso Albergue propuseram um caminhada de Albergueem Albergue, pelos Caminhos de Santiago. Assim no Sábado passado ligamos o Albergue de São João da Cruz dos Caminhos ao Albergue de Caminha. A etapa é longa, muito longa: 37 km, ao que dizem! Mas é muito bela, cheia de montes e vales e ribeiros, flores, verdes, o mar azul, o céu azul, o cinza das rochas, os castanhos e os lilazes, caminhos antigos, igrejas, monumentos e... e setas amarelas.
Vale a pena! Mesmo sendo muito duro.
Há silêncio, calma, poesia, solidão, cheiro a terra molhada. E peregrinos.
Éramos 16. Mas valeu bem a pena. Foi fantástico.
Havemos de repetir. Algures há-de aparecer a crónica. se aparecer havemos de noticiar.


Foi uma Visitação!


O Carmelo de Theotokos, em Harissa, Líbano, recebeu a visita do Papa Bento XVI, no dia 16 de Setembro, p.p., aquando da visita do Papa àquele País. Já aqui demos notícia do acontecimento. Hoje publicamos a crónica da visita. Vai em castelhano, pois é imensa. não se entederá tudo, mas certamente seremos sensíveis ao júbilo das Carmelitas ao receberem na sua intimidade contemplaticava o Chefe da nossa Igreja. Eis o texto:


J.M.+J.T.
Fué una Visitación !!!
« La miseria atrae la misericordia » Estas palabras pronunciadas por Ntra. Madre nos sirven para introducir esta crónica que viene a dar a conocer la grande gracia que nos ha sido concedida : la Visita de Nuestro venerado Santo Padre Benedicto XVI a nuestro pequeño Camelo de la Thétokos y de la Unidad (Harissa) después de haber conmemorado y celebrado en este 24 de agosto el jubileo de Oro de nuestra fundación…llevando también en el corazón nuestro pro-monasterio de San José…
Desde que se declaró oficialmente la visita del Santo Padre al Líbano una chispa de esperanza brilló en nuestros corazones. Ah…¿tenemos derecho a soñar…? Somos pobrecitas miserables…pero…tenemos confianza. Osamos poner al corriente a Su Ex. el Nuncio Apostólico, que - coincidencia -, lleva el nombre del Arcángel San Gabriel !!! Pero la Buena Nueva parecía poco probable, pues el programa del Santo Padre estaba sobrecargado. Podíamos, sin embargo hacer actos de fe. Nada de imposible para Dios.
Entretanto vivimos las solemnidades preparadas de nuestro Jubileo de fundación y cual fue nuestra sorpresa al oir en uno de los sermones que al hablar de la próxima visita del Papa al Líbano “pasaría ciertamente por el Carmelo”. Se diría que todos estaban ciertos…salvo nosotras ¡ que posición inconfortable la nuestra ¡ ¿ que hacer ? Rogar y esperar…Y tenemos que pensar en preparar un ragalo para ofrecer al santo Padre : y se presenta una idea : un icono del Bto. Juan pablo II, seguramente le dará una gran alegría.
Nuestras Hermanas de Kfarmasshoun viviendo en la misma “onda” prepararían una bellísimo Niño Jesús de Praga, vestido de unas ropas maravillosamente bordadas con el Blasón Papal… Todo como si estuviésemos seguras de que sería un hecho. ¿ No nos ocurrió lo mismo cuando fuimos visitadas por Juan Pablo II… que hasta el último momento todo era incierto?
Un acontecimiento inesperado que deseamos mencionar antes de continuar el relato de la visita Papal.
Su Excelencia el Nuncio nos visitó un buen día, era en agosto. En una de sus visitas le llamó la atención un precioso icono, antiguo, del Pantocrator que tenemos en la celda de ntra. Santa Madre y nos dijo que tendría gusto si se lo prestamos para colocarlo en la habitación que el Santo Padre ocupará durante su estancia en el Líbano, claro está que nuestra respuesta fue afirmativa y con gran gozo. El 6 de septiembre el mismo Sr.Nuncio en persona vino a buscar el icono y añadió “ pueden prestarme también el de Ntra. Sra. del Carmen ( Regina Decor Carmeli)…esto significará para el Santo Padre la presencia orante de las contemplativas. Que gozo para nuestros corazones! Nuestras Hnas. de Kfarmasshoun se preguntaban si el ir a Harissa…no sería contra la clausura que prometemos y esperaban el signo del Señor. Este fue dado después de algunas gestiones al propósito y ellas se vinieron al Carmelo de Harissa, con la misma fe…que esperar la venida del Santo Padre a Harissa.
El 12 de septiembre un grupo de “granos de arena”, que no dudaban que el santo Padre visitaría el Carmelo, adornó el parking. Colocaron dos letreros gigantes representando al Santo Padre. Sobre cada uno de ellos se leía “ El Líbano es el corazón del mundo” ( frase pronunciada por el papa Juan Pablo II ) y “ La Cruz es el Arco Iris que une la tierra y el cielo” ( frase del Santo Padre Benedicto XVI). Colocaron banderas del Vaticano y del Líbano y..cosa que no están acostumbrados esos jóvenes, empezaron las grandes limpiezas del parking, fachada de la Iglesia y convento… desde el interior de la clausura oíamos el ruido de escobas, cubos, fregados. Con cuanta energía, entusiasmo y alegría. La caridad es sin límites en estos “granos de arena”. Uno cuantos granos de arena estaban esos días en Francia, con una peregrinación y eso no les impidió para estar en contacto con los que quedaron acá, para comunicarse y darse ideas para arreglar el parking del Carmelo. Los de la peregrinación debían unirse el grupo de acá el 14 de septiembre en Harissa, pero por la seguridad… del Santo Padre, se había declarado la zona de Harissa, “zona militar”, pues la Nunciatura Apostólica en donde debía hospedarse el Santo Padre está en Harissa. De nuestra parte habíamos confeccionado dos grandes colgaduras con el blasón del Papa. Ese mismo día amigos que no dudaban en la visita del Santo adre al Carmelo nos trajeron crisantemos y rosas, blancas y amarillas. Todos estos preparativos nos demostraban la bondad y amor de estos granos de arena y de otros amigos del Carmelo, todos rogaban para que la visita del Santo Padre fuese una realidad.
Para nuestras Hermanas de Kfarmasshoun, Ntra. Madre se pone en comunicación con el responsable del ejercito de esta región para obtener los permisos necesarios, para poder circular en esta zona prohibida que conduce a Harissa ( este responsable es el hermano de la mujer del hijo de nuestro demandadero).
Nuestras hermanas de Kfarmasshoun hicieron todas las gestiones para obtener los permisos necesarios, coches etc. El 12 de septiembre por la noche, durante la recreación, la Comunidad se empleó en llenar saquitos blanco y amarillos de papel con velas blancas y amarillas que debían colocarse sobre las terrazas superiores del Carmelo, así lo habían concertado los libaneses, alumbrar esa especie de “farolitos” blancos y amarillos sobre los tejados y terrazas de todas las casas, así se hizo en el atardecer del 14 de septiembre, día de la Cruz Gloriosa, en que el Santo Padre llegó al Líbano, en sigo de bienvenida y de acogida filial. El Carmelo se añadió a esa acogida. Parece ser que ese día las tiendas de cera y papelerías hicieron buen negocio y se agotó la mercancía…
Y Nuestras Madres de Kfarmasshoun…quisieron encargarse de la comida de esos tres días…Días que pasarían en su Carmelo MADRE.! Que gran caridad! Que el Señor se lo pague, fue un gran alivio. La caridad está siempre acompañada de delicadezas. Nuestras monjitas empezaron a llegar el 13 de mañanita, con una parte de las comidas. Todo se hace con gran discreción. Ese 14 septiembre de mañanita también, otras monjitas llegan sonrientes y acogidas con gran amor, dos de nuestras madres fundadoras, otra también de edad. La alegría deben suponerla.. . Que emoción! Esta misma noche comparten con nosotras el gozo de reunirnos todas en la terraza alta del Carmelo frente a la estatua de Nuestra Sra. del Líbano, toda iluminada. Allí, muy próximas, a vuelo de pájaro, junto a la Virgen estaba el Santo Padre.
Este venir a Harissa en pequeños grupos era necesario para no llamar la atención, pues 20 monjas que salen juntas…era un poco llamativo. Además el último grupo debía salir lo más tarde posible pues…quedaban las gallinas y los gatos que los debían dejar con agua y comida suficiente… Nosotras nos decíamos, el Papa no podrá venir el 14, día de su llegada, la probabilidad era el 15 y sino, el último día, el 16, último límite. Cuantos actos de fe en estos días…!!!
Antes de proseguir la crónica en este día 14 de septiembre, queremos decir unas palabritas sobre la preparación del pueblo libanés. Una semana antes en todas las parroquias del Líbano se preparó la visita con una semana de oración, Misas, Exposición del Santísimo etc. Viaje preparado con oración y esperanza. No había indiferentes…se esperaba y rogaba por un Nuevo Pentecostés. En las autopistas, las calles o carreteras, sobre la fachada de los inmuebles, de las iglesias y Conventos, grandes Fotografías del Papa, frases del Evangelio, incluso en barrios musulmanes se asociaron a esta acogida . Y esto en todos los lugares, incluso en los que el Santo Padre NO iba a pasar. El Líbano y los libaneses estaban de fiesta. En todas las oficinas del Estado, Bancos, Fábricas etc, todo cerrado, se declara día “ de paro” para facilitar a todos participar o asistir a este gran acontecimiento de oración y también de poder seguir los actos por la televisión a los impedidos de asistir. Las medidas de seguridad fueron “draconianas”( la situación del Líbano no está segura, sobre todo en estas últimas semanas). Hubo amenazas de los salafitas del norte y también del sur de muerte contra el Santo Padre, todo exigía una gran vigilancia. Se prohibió estar al borde de las carreteras por donde debía pasar el Papa. Señalaron algunos puntos precisos en donde se permitía esperar el paso del Santo Padre, todo con mucha vigilancia. En esos puntos vulnerables se acumulaban las gentes con banderas, cantos y señales de gran amor y acogida.
 
El 14 de septiembre, fiesta de la Exaltación de la Santa Cruz al fin llegó.
LAS ORACIONES DE TODOS SE HICIERON MÁS INTENSAS. De mañanita el Santo Padre sale de Roma destino al Líbano. No solamente los cristianos, pero todos los de buena voluntad - que son muy numerosos-, esperan con gran alegría, esperan con impaciencia al que en el avión había contestado a la pregunta de los periodistas “ ¿Santo Padre ha pensado a causa de las circunstancias actuales renunciar a este viaje al Líbano? ”Respuesta “ Puedo asegurar que nadie me ha aconsejado el renunciar a este viaje, y de mi parte, jamás he tenido la hipótesis porque sé que si la situación se complica más, es aún más necesaria mi presencia como signo de fraternidad, de ánimo y de solidaridad.”. , GRACIAS, Santo Padre, GRACIAS.
Hacia las 14h. el avión llega a Beirut. Siguen 21 cañonazos y todas las campanas del Líbano tocan a vuelo. La alegría penetra el corazón de todos los libaneses, hay “algo” que invade los corazones, un sentimiento de paz y de confianza , desde que el Santo Padre ha pisado esta tierra libanesa una atmósfera de paz invade el Líbano, impresión que todos comentan…en el aeropuerto las Autoridades civiles, Patriarcas, Obispos, distintos grupos representativos del pueblo…todos hubiesen deseado venir a su encuentro, ha habido que conformarse con representaciones.
A las 6 de la tarde el Santo Padre salía de la Nunciatura para dirigirse a la Gran Basílica de San Pablo, de los PP. Paulistas, que se halla justito en la colina del Carmelo… Oíamos las campanas anunciando el comienzo de la ceremonia. Es ahí en donde el Santo Padre, acogido por nuestro Patriarca Gregorio III, iba a firmar la Exhortación Apostólica “Ecclesia in Medio Oriente” en presencia de los Patriarcas y Obispos Católicos y también de la Ortodoxia ( Griegos,Armenos, Coptos, Caldeos…). El Santo Padre ha expresado el deseo de que esta Exhortación pueda “ ayudar a cada discípulo del Señor a vivir plenamente y a transmitir realmente lo que es el cristiano por el bautismo. Un hijo de la Luz, un ser iluminado por Dios, una lámpara nueva en las oscuras tinieblas en que el mundo está sumergido afin de que en las tinieblas resplandezca la luz…” y de animar y fortalece a las Iglesias de Oriente: “ no temais, el Señor está verdaderamente con vosotros hasta el fin del mundo! No temais, la Iglesia Universal os acompaña por su proximidad humana y espiritual. En estos sentimientos de esperanza y de ánimos que estáis llamados…a ser protagonista activos de la Fe, por lo comunión y el testimonio”.
Estas palabras de ánimo han emocionado a los libaneses. En estos dos días que han seguido, el Santo Padre pudo constatar que sus palabras fueron no solamente oídas, pero comprendidas y se hicieron vida.

Y llegamos al 15 de septiembre.
Estamos por la mañana. Eel Santo Padre fue acogido en el Palacio Presidencial con gran afección por el pueblo, escoltado por la Guardia Republicana a caballo, precedido por un grupo folklorico que bailó durante todo el trayecto restante. En el mismo Palacio fue recibido por los tres Presidentes: el Presidente de la República ( Católico-maronita )y su familia; el Presidente de la Cámara de Diputados (Musulmán Chiite) y su esposa y el Presidente del Consejo ( Musulmán Sunite) y su familia. Seguidamente fue recibido por los Jefes Religiosos no cristianos (Chiites, Sunites, Drusos, Alauites) que le desearon la bienvenida.
Después de esos saludos, el Santo Padre pronunció un discurso estando presentes, los miembros del Gobiernlo, las Instituciones de la República, el Cuerpo Diplomático, los Jefes Religiosos y los representantes del mundo de
La Cultura, un discurso muy importante que llegó al fondo del corazón. ( En esta sala estaban reunidos “enemigos” de diversos partidos…y por lo tanto la atmósfera era tranquila, apacible, según afirman los testigos. El Santo Padre pronunció estas palabras como breve introducción “Un país es ante todo rico por las personas que viven en el, de cada una de ellas y de todas reunidas depende su futuro y su capacidad para comprometerse con la paz. Ese compromiso no es posible sino en una sociedad UNIDA. No obstante, la UNIDAD no es la uniformidad. La cohesión de la sociedad queda asegurada por el respeto constante de la dignidad de cada persona y la participación responsable de cada una, según sus capacidades, comprometiéndose con lo que ella posee de mejor. Con el fin de asegurar el dinamismo necesario para construir y consolidar la paz, es necesario constantemente volver al ser humano. La dignidad del hombre es inseparable del carácter sagrado de la vida que nos ha dado el Creador…” El “tono” estaba dado… Pensamientos de paz, palabras de paz y gestos de paz crean una atmósfera de respeto, de honradez y de cordialidad, en donde las faltas y las ofensas pueden ser reconocidas en verdad para avanzar unidos hacia la reconciliación. Que los hombres de Estado y los responsables religiosos reflexionen!” Palabras que debemos reflexionar, tanto en el plan personal, que comunitario y nacional…” y el Santo Padre osó añadir :” debemos ser muy conscientes que el mal no es una fuerza anónima que obra en el mundo de forma impersonal o determinada. El mal, el demonio pasa por la libertad humana, por el uso de nuestra libertad. Busca un aliado, el hombre. El mal tiene necesidad de él para obrar. Así es que habiendo desobedecido el primer mandamiento : el amor de Dios, cayó en el segundo, el amor del prójimo. Con él, el amor del prójimo desaparece con el provecho de la mentira y de la envidia, del odio y de la muerte. Pero es posible de no dejarse vencer por el mal y de ser vencedores del mal por el bien”. Que el Santo Padre sea oído!
Nos hemos extendido…excúsennos, pero estas palabras de ORO, merecen ser meditadas personalmente, comunitariamente, familiarmente…!!!
Y de nuevo ese volar de helicópteros que nos anuncia la vuelta del Santo Padre a la Nunciatura, después va hacia Bzoumar, residencia Patriarcal de los Armenos Católicos, allì va para la comida, junto con los Patriarcas los Obispos residentes en el Líbano, los miembros del Consejo especial del Medio-Oriente, del Sínodo de los Obispos…pero sin pararse en el Carmelo…
Volvamos a nuestro pequeño Carmelo : nuestras Hermanas de Kfarmasshoun, todas reunidas en Harissa, desde las 10 de la mañana, cada vez que el Santo Padre pasaba cerca de nosotras y al oír el vuelo de los helicópteros sobre nuestro Carmelo…rogábamos, esperábamos…En la espera, el gozo de hallarnos todas reunidas inundaba nuestros corazones…lo consideramos como una gran gracia de Nuestra Santísima Madre !
Nuestras hermanitas de Kfarmasshoun se vinieron con sus mandiles y se echaron al trabajo con gran alegría y generosidad, unas a ayudar a la provisión, otras a la cocina o al lugar donde había trabajo. Llegó la hora del Oficio, luego el refectorio. Allí, después del examen nos encontramos, pero que refectorio!!! La provisora había colocado una gran mesa en el centro, siguiendo las indicaciones de Ntra. Madre, allí se pudo sacar sitio para 14 monjas…Las demás mesas como de costumbre todas alrededor, pegadas unas con otras y el sitio de la lectora se quitó para dejar otra plaza libre. Ntra. Madre había designado el sitio de cada monja, una tarjeta y flores. En el centro estaban todas las novicias reunidas, de los dos palomarcitos 44 monjas en nuestro pequeño Carmelo…!Entramos en ordenada Procesión y después de la oración de la Bendición, Ntra.Madre, levantó el silencio…fue entonces como una explosión de alegría! Las monjitas aplaudían espontáneamente gritando ¡ Viva el Papa! gracias a él gozamos de esta gran gracia de vernos reunidas…sacrificio que pensábamos duraría hasta vernos en el cielo… Se necesitaron dos servidoras, claro está. Recordamos cuando se realizó la fundación de Kfarmasshoun…éramos 39 en Comunidad. Luego el fregado en la cocina, no había sitio, todas querían ir a fregar, sobre todo las novicias que reclamaban ese oficio…
Hacia las 4 de la tarde una lucecita de esperanza iluminó nuestros corazones. Guardias del Vaticano vinieron a nuestra iglesita y nos dieron órdenes de cómo debíamos arreglar y disponer los sitios. Eran dos policías. El responsable parecía muy serio, pero su severidad fue desapareciendo poco a poco. Nos dijo de retirar algunos bancos, colocar el armonio más retirado, como deberíamos colocarnos. Surgió un problema : no hay bancos suficientes para las monjas. Respondimos que no los necesitábamos. Con ellos hablábamos medio en francés, medio en italiano, medio en español. Ellos decían que no era posible colocarnos sin más bancos. Les respondimos que no había problema para nosotras, que si aceptaban les hacíamos una demostración y sin esperar su consentimiento las monjitas se sentaron en el suelo, como lo hacemos habitualmente, con una rapidez y orden que quedaron con la “boca abierta” y la sonrisa y la amabilidad brotaron en ellos junto con una simpatía que la conservaron hasta el final. Salieron de la iglesia. Pensamos que se iban, pero su compañero nos dijo “va a venir una segunda vez” Y nosotras a preguntarle “ ¿Cómo, el Papa va a venir dos veces? Y ellos asombrados por nuestra inocencia :” No, mi compañero va a venir para traerles un regalo del Papa ¡” Nuestro asombro fue grande, no esperábamos cosa semejante. Pensábamos a todo, pero a recibir un regalo del Papa… minutos más tarde entraron de nuevo en la iglesia en donde esperábamos todas, llevando una gran caja de madera, un caballete y un cartón. Los mirábamos con ojos de asombro. Llevaban instrumentos de carpintería y con ellos abrieron la gran caja y sacaron un cuadro, pero que nos dijeron no debíamos mirarlo, algo vimos…instalaron el caballete y sobre él el cuadro que cubrían con un gran papel, que el Papa debería retirar y entregárnoslo…nos pidieron una tela más presentable que el papel, les dimos una tela dorada y con ella cubrieron el cuadro…todos esos preparativos nos decían que el santo Padre vendría. Todo estaba en orden, la alfombra, el sillón que debería sentarse el Papa, en el que habíamos bordado el escudo Papal y junto a una mesita los regalos que pensábamos ofrecer : un icono del Bto. Juan Pablo II, con su lectura y la preciosa imagen del Niño Jesús de Praga hecha por nuestras Hermanas del Carmelo de Kfarmasshoun, luciendo un bonito traje bordado con mucho gusto y fineza, luciendo el blasón papal. También habíamos preparado un pergamino en el que estaba escrita nuestra Ofrenda comunitaria al Martirio en favor de la Unidad, que íbamos a cantar en presencia de Su santidad… Llegaríamos a realizar estos deseos…? Empezábamos a tener motivos de realizarse. Entretanto el Santo Padre se encaminaba a la Reunión con los Jóvenes al Patriarcado Maronita de Bkerké. Quizás, pensábamos, de camino se parará en el Carmelo…pero…no fue así.
La reunión con los jóvenes fue magnifica, un éxito inesperado. El Santo Padre muy feliz y los jóvenes recuperando la esperanza, afirmándose en las raíces de la Fe. No sólo se trataba de una reunión con jóvenes cristianos libaneses, participaban jóvenes de Irak, de Siria, de Egipto…y la presencia de jóvenes musulmanes llenos de entusiasmo se hizo notar. El Santo Padre encontró las palabras oportunas que necesitaba esta juventud del Medio Oriente…, palabras que les llegaron al hondo del corazón : “… tenéis un lugar privilegiado en mi corazón y en la Iglesia entera, pues la Iglesia es siempre joven. La Iglesia os hace confianza. Cuenta con vosotros. Sed jovenes en la Iglesia ! Sed jóvenes con la Iglesia. La Iglesia tiene necesidad de vuestra juventud y de vuestra creatividad !. Quiero saludar a los jóvenes musulmanes que están aquí presentes. Os agradezco por vuestra presencia, que es muy importante. Vosotros sois, junto con los jóvenes cristianos el futuro de este maravilloso país y del Medio Oriente. Buscad el modo de construir juntos, unidos, y cuando seais adultos, continuad a vivir la concordia en la unidad con los cristianos…Sé que hay entre vosotros jóvenes venidos de Siria. Tengo que deciros que admiro vuestra valentía. Decid a todos, a vuestra familias, a vuestros amigos, que el Papa no os olvida. Decid que el Papa está triste a causa de vuestros sufrimientos y duelos…” Estas palabras fueron consuelo y ánimo para esos jóvenes. Sin duda cambiarán la vida y la opinión de muchos.
Volvamos al Carmelo. Entretanto un guardia llegó al Carmelo examinando si todo estaba preparado y en orden según sus directivas. Conclusión, el Santo Padre pasará después de la reunión con los jóvenes. Nos pusimos las capas blancas ( hacía un calor sofocante !pero…¿quién pensaba en el calor!) esperando en oración.
El otro policía, había pedido dejar la puerta entreabierta de la iglesia para poderla abrir inmediatamente a la llegada del Santo Padre. Entró otro policía, estábamos rezando el Rosario. El policía entró discretamente e hizo signo de guardar silencio, con su mano en la boca, a los dos que le precedían haciendo signo de no distraer el rezo de las monjas y…discretamente sacó de su bolsillo un aparato de fotos y nos fotografió !!! como un acto de turismo…!!! Oímos los sonidos de fuegos artificiales…comprendimos que se clausuraba la reunión con los jóvenes. ( Bkerké está próximo al Carmelo) La puerta de la iglesia se abrió y vimos entrar a nuestro policía casi con las lágrimas en los ojos nos anunciaba “ El santo Padre NO viene…” Fiat !!! Le preguntamos ¿ hay esperanza para mañana? Sera el ultimo dia. Afligido nos respondió : no lo sé.
Esto nos decía que nuestras hermanas debían dormir en Harissa. Una alegría en el corazón de todas. Llenas de gozo comenzamos a instalar las “tarimas” de ocasión. Ntra. Madre había prevenido eso, en caso de que sucediese lo que sucedió. Había que esperar hasta el domingo. Se instalaron unas colchonetas ( de esponja) en la sala del Capítulo, para instalar a las novicias. Algunas monjitas cedieron les celdas a hermanas mayores o delicadas de Kfarmasshoun y se improvisaron “celdas” en las oficinas…Al día siguiente nos reuníamos todas, oración, Oficio, Divina Liturgia…La sorpresa de nuestro Capellán al encontrarse al distribuir la Sagrada Comunión con 20 monjas de más…???
Como la víspera durante la cena, ahora en el desayuno, nos preguntábamos ¿Cuando vendrá el Santo Padre…?Y esperar y aún esperar…

16 de septiembre.
En el desayuno, todas reunidas, Ntra. Madre propone telefonear a la Nunciatura para pedir…informes. Y nuestra hermana telefonista se presta enseguida: Pide hablar con el Encargado de la Nunciatura, pensando que el Sr.Nuncio, estaría muy ocupado para contestar y…cual su sorpresa que le `pasaron al Nuncio quien pregunta a la Hermana “ ¿Tienen FE?. SI!!! Excelencia, es que nuestras Hnas. de Kfarmasshoun están aún aqui y… si no pasa el Santo Padre…tendrán que volverse a su clausura -y el Sr. Nuncio habla de nuevo- Les digo que si tienen FE, esperen y si las Hermanas tienen que pasar la noche…que se queden. Todo con voz sonriente. Con estas palabras del Sr.Nunció la FE se agrandó y continuamos a esperar.
A las 10 de la mañana el Santo Padre celebró la Divina Liturgia, la Gran Misa a la que asistieron 350.000 personas ( algunos hablan de 500.000 ) Nadie esperaba ese lleno, se habían preparado sillas sólo para 75.000…
Después de celebrada esta Liturgia solemne, el Santo Padre comenzó la recitación del Angelus, que grandísimo gozo !!! el Santo Padre nombrando los Patriarcas presentes, Obispos, clero y pueblo confió a la Protección Maternal de la Virgen María todo el Medio Oriente. Esta región consagrada al corazón Inmaculado de María…! El gozo de los libaneses sobrepasó los límites de sus esperas.
Acabada la Misa se dirigió de nuevo a la Nunciatura. De nuevo pasó por delante del Carmelo…y siguió hacia Charfé para el encuentro ecuménico. Su Santidad pronunció en esta reunión palabras preciosas que hicieron vibrar los corazones: “ Confío a la Virgen a cada una de vuestras personas, asi que a los miembros de vuestras iglesias y de vuestras comunidades. Que Ella ruegue por nosotros a Su Divino Hijo que nos libre de todo mal y de toda violencia y que esta región del medio Oriente conozca al fin tiempos de reconciliación y de paz.”
Y…de Charfé al aeropuerto : último trayecto, última esperanza…! Nos preparamos de nuevo, capa blanca y deprisita a la iglesia. Esta vez o el Santo Padre se detiene…o podemos pensar que…
El Señor no ha escuchado nuestro gran deseo.
Minutos después oímos en el parking un ruido. Nuestra Madre y Madre María Noël (Priora del Carmelo de Kfarmasshoun) se colocaron junto a la puerta ( según habíamos convenido). Entreabrieron la puerta y se colocó cada una junto a un batán de la misma, la abrieron y se hallaron en frente del Sr.Nuncio, que reflejaba alegría anunciando la llegada del Santo Padre. La emoción llegó a su colmo, dos o tres minutos y el santo Padre atravesó la puerta. El órgano comenzó sus acordes. Y el santo Padre…mirando a Nuestra Madre, le dijo :”Sois Madre Teresa?” “Si, Santo Padre”. Los aplausos y las lágrimas brotaron unánimes. El Santo Padre sonreía y nosotras dejándonos penetrar de esa bondad y de esa dulzura que emanan de su persona. Nos habían rogado, con el fin de no cansar al Santo Padre, de guardar una cierta distancia y de abstenernos de ir a besarle las manos algunas…si, pero no todas. Fueron Nuestra Madre y M. María Noel que lo recibieron en nombre de todas. Pasando el Santo Padre delante de M. Myriam, que estaba entre dos monjitas que la sostenían, viendo el Santo Padre sus deseos de besarle la mano, se acercó a ella y le dió a besar su mano. Y continuó hasta el silloncito, allí Nuestra Madre le entregó escrito sobre un pergamino el Acto de Ofrenda al Martirio, en favor de la Unión, que las dos Comunidades cantaron. Su Secretario Mons. Geirg Gaenswein, se le acercó invitándole a sentarse. Estos días fueron muy cargados para Su Santidad. Y fue sentado, que Su Santidad leyó el Acto de Ofrenda, mientras que lo cantábamos y nos miraba con gran amor y dulzura. Lo que sentimos en su presencia es inexplicable. Verdaderamente es el Dulce Cristo en la tierra…!que bondad¡! que gran sencillez! Era un vivir celestial. Apenas acabado el Acto de Ofrenda, Nuestra Madre, dándose cuenta que los organizadores tenían prisa, leyó inmediatamente su palabrita que llevaba escrita :” ¿De donde nos ha sido dado que el Dulce Cristo en la tierra venga a nosotras ? Nuestros corazones han vibrado de un gozo indecible, de un no se que inaccesible… ( hizo una brevísima pausa y prosiguió, fijando a Su santidad) y María permaneció tres meses…luego…) Quedad con nosotras, Santo Padre !!! ( aquí se dibujo en el rostro del Santo Padre una gran sonrisa, como diciendo no puedo )y Nuestra Madre prosiguió “Somos nosotras que permaneceremos siempre junto a Vuestra Santidad por la oración y el sacrificio…”.
Seguidamente el Santo Padre a un signo del Sr. Nuncio se levantó de su silloncito, ( nos hacían correr…entre los policías, los organizadores, todo era rapidez…)Su Santidad nos bendijo pronunciando estas palabras” Gracias por vuestras oraciones. Me siento protegido en ellas. Caminemos unidos en el espíritu del Concilio Vaticano II. Roguemos por la UNIDAD. El Señor las bendice siempre. Gracias. » El Sr. Nuncio pidió que nos fotografiasen a todas junto al Santo Padre. Fué una idea genial ! pues los organizadores tenían tantas prisas, y como esta al Carmelo no figuraba en la lista del programa del Santo Padre y llevaban retraso, todo era correr,pero..nosotras no teniamos prisa…!!! A la verdad nos inquietaba poco que el Presidente de la república y las autoridades de los distintos partidos esperasen al Santo Padre en el aeródromo…eso para nosotras no era inconveniente!!! Aún, Nuestra Madre aprovecho de ese momento para ofrecer al Santo Padre un icono de Juan Pablo II realizado en nuestro taller. Apenas lo vió dijo “Juan Pablo !!!” Nuestra Madre le mostró también la Lectura del icono. El Santo Padre dijo – confundiéndonos por su humildad- haré mi meditación delante de este icono. Siguió el turno de M. Maria Noel y ofreció al Santo Padre una preciosa imagen del Niño Jesús de Praga, hecha por las monjitas de Kfarmasshoun. El Santo Padre la miró con mucho amor y acariciando su carita dijo “ Bambino de Praga!” Al fin llegó el momento de la foto. Una hermana no estaba en el grupo, se quedó fuera para fotografiar al grupo, el Sr. Nuncio se dio cuenta y corrió junto a ella para que se uniese a la foto de todas. (No podremos nunca agradecer al Sr. Nuncio de todas sus delicadezas y atenciones). Seguidamente, llegó el turno de descorrer, (la cortina que ocultaba el obsequio del Santo Padre y que los policías habían cubierto con un papel, sustituido por una cortina dorada que las monjitas habían ofrecido a los policías y éstos aceptado con mucho agrado) ¡Que mosaico tan bello! Obra realizada en los talleres del Vaticano, entre los meses de marzo y julio del año 2009 , utilizando esmaltes policromados de diferentes clases de oro, aplicados con materias aceitosas sobre una base metálica (dimensiones :50 x 65 cnt. sin el marco, 65 x 85 con el precioso cuadro dorado. La escayola a base de aceites de lino y de polvo de mármol, todo de la misma composición utilizado en el transcurso de los últimos siglos empleados en los mosaicos de la Basílica de San Pedro. El icono en mosaico, es probablemente obra de artistas venecianos, Fue realizado a principios del siglo XIII. Una placa colocada sobre el altar, recuerda que delante de este icono, el 22 de agosto de 1541, San Ignacio de Loyola con sus primeros compañeros, pronunciaron sus votos religiosos y lanzaron la actividad de la Compañía de Jesús, que él mismo había fundado.
El icono muestra a la Virgen, en pié, llevando al Niño Jesús sobre su brazo izquierdo, representado en la iconografía típicamente bizantina como Théotokos Hodiguitria ( La Madre de Dios mostrando el camino).La silueta se alza sobre un fondo de oro y recubierto de decoraciones en azul, con reflejos de oro y una cruz decorada artísticamente que recuerdan perlas y piedras preciosas. En la parte inferior del icono, en relieve se halla el blasón del Santo Padre en oro.
Regalo Real que Nuestro Santo Padre se mostraba dichoso al ofrecérnoslo a la ocasión de nuestro Jubileo de Oro. Nuestros corazones latían de emoción y de gratitud… Habíamos colocado sobre una mesita un resto de una piedra de nuestra fundación de Harissa, pensando que un día podría servir como primera piedra de otra fundación…(Quizás Caná, pues según numerosos especialistas se demuestra, y entre ellos San Jerónimo, que el primer milagro de Jesús fue en Caná de Galilea, es decir de la Galilea de las Naciones, y esta se encuentra en el sur del Líbano. Nuestra Madre en pocas palabras hablo de eso al Santo Padre que sonriendo ensayaba de comprender esta nueva teoría !!!
Y el Papa se encaminó hacia la puerta, mientras que aplaudíamos y diciendo de corazón “Viva el Papa”. Una vez en el parking tubo la bondad de bendecir a nuestros demandaderos, la familia estaba allí llenos de emoción. Faltaba Tony, no estaba presente pues fue a acompañar al aeródromo al P. Arturo, hermano de M. María Carmen, Priora de La Encarnación (Avila) que pasó tres días en el Líbano para acompañar al Santo Padre y que tubo que renunciar a esta visita del Carmelo, pues no podía perder su avión…el P. Arturo está en la casa confiada por el Santo Padre a los Legionarios de Cristo. Tenía que haber venido al Líbano con un grupo de jóvenes, pero se hizo imposible ese viaje a causa de los problemas políticos…la guerra es siempre guerra!
Antes de subir al coche, Nuestro Santo Padre se volvió hacia nosotras y con su mano nos hizo signo de adios. Nuestros corazones desbordaban de alegría y de acción de gracias.
Durante el tiempo de su parada en el Carmelo, el cortejo Papal de Cardenales, Patriarcas, Obispos…volviendo de Charfé camino del aeropuerto, esperaba en la carretera. Entre ellos, algunos se preguntaban ¿a que obedece esta parada? ¿Hay alguna pana? ¿ son medidas de seguridad? Otros lo adivinaron, uno de ellos nuestro Patriarca Griego-Melkita..y su gozo fue muy grande.
Después de su despedida, llegó el turno del adiós a nuestras queridas Hermanas. Renovar el sacrificio de la separación…de nuevas emociones, hay sentimientos que sólo en el cielo podremos valorar.
Entretanto, la acción de gracias inundaba nuestros corazones…acción de gracias a Jesús y a María por su amor infinito, este amor que enlaza nuestra unión, que hemos sentido vivo en la presencia del Santo Padre y grandes acciones de gracias a nuestro Nuncio Mons. Gabriele Caccia que ha hecho de nuestro sueño una realidad.
Os invitamos a cantar el Magnificat junto a sus hermanitas por esta inmensa gracia. Arde el deseo de rogar y sacrificarse por “Pedro y la Iglesia”. Después del paso del Bto. Juan Pablo II por nuestro Carmelo y ahora, el de Su Santidad, más que nunca nos sentimos Hijas de la Iglesia. Lo somos y deseamos serlo con la gracia de Dios y bajo la mirada maternal de Nuestra Madre Santísima.
¡Que gracia, la de ser carmelitas !!!.

N.B.En cuanto las fotos, pensamos hacer un DVD, ya veremos…
 
L.D.V.M. et S.J.

Carmel de la Théotokos et de l'Unité

Credo


sábado, 20 de outubro de 2012

Domingo XXIX do Tempo Comum | A

«Quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos.»

Dois breves assuntos, duas pequenas informações

Pelas 16h do passado Sábado, 13 de Outubro, reunimo-nos trinta e nove pessoas, entre religiosos Carmelitas e fiéis leigos da nossa Comunidade, para abrirmos o novo Ano Pastoral.
Cumprido o protocolo inicial abriu-se o espaço para a palavra. Dessa reflexão partilhada duas coisas queremos aqui ressaltar: a necessidade de mais e melhor formação litúrgica, e a necessidade de reflectirmos a nossa fé a fim de sabermos dizer as razões do que acreditamos. Alargando a partilha é bom dizer agora que:

1) A Diocese abriu uma Escola
dos Ministérios a que podemos aceder e inscrever-nos. As informações podem ser solicitadas por telefone ou mail: 258 823 296 ou istitutocatolico@diocesedeviana.pt.

2) Como podemos dar as razões da nossa fé?
A terreiro saiu também esta pergunta envolvida em papel de pedido de formação.
O modelo está a ser estudado. Oxalá em Dezembro possamos já reunir-nos para reflectir e rezar a nossa fé. Nada de melhor nos poderiam pedir!
Entretanto, recomedamos as sessões de formação litúrgica que a Comunidade agendou para os seguintes sábados: 10 Novembro, 12 Janeiro e 9 Março, às 16h.
Também a não esquecer é a data de 15 de Dezembro, Sábado, por ser o nosso dia de retiro de Advento.

You'll never walk alone*Tu jamais caminharás sozinho!

Chegaram as chuvas e os nevoeiros, acabaram-se as romarias. A festa e o reencontro veranistas espevitaram uns e renovou-lhes a almas; outros, senão todos, lá fomos andando o caminho, entre o surpreendido e o assustado. Daqui e dali assaltam-nos notícias sobre tudo e sobre nada; o prometido é devido, mas o refrão só deve ter tido validade noutros tempos.
Por entre o fim das festas, o início das chuvas e a vertigem do abismo escuro em que o país mergulha, nós, Igreja, retomamos o caminho. A 11 de Outubro o papa Bento XVI abriu em Roma o Ano da Fé: nesse dia cumpriam-se os 50 anos do Concílio Vaticano II, do qual sou neto e não me recordo.
No Domingo, dia 14, iniciámo-lo a nível diocesano, no Campo da Agonia. No dia anterior, a 13, demos abertura ao Ano Pastoral da Comunidade. Singelamente.
Cada vez me agradam mais estes momentos em família. E se a conversa é participada, ainda mais. No fim partilhamos a Eucaristia de Compromisso. Fica aqui um resumo da homilia do Prior, para memória futura e sinalização do caminho por fazer ao longo do novo ano pastoral.
Irmãs e irmãos caríssimos:
Iniciámos o Ano Pastoral da nossa comunidade no contexto do Ano da Fé proclamado e já iniciado por Bento XVI. Neste início de caminhada comum partilho convosco três ideias:

I. Caminhemos como o Sábio da primeira leitura.
Ele orou e foi-lhe dada a sabedoria. Por isso exulta de alegria, pois Deus concedeu-lhe o que pedira. É certo: não pediu riquezas, não pediu saúde, nem glórias nem prosperidade. Ele só quis ser prudente, conhecer a justa medida das coisas, compreender o sentido da vida.
Como temos de aprender a pedir a Deus o que mais nos convém, o que é melhor para nós! Na verdade, costumamos pedir coisas que duram pouco, logo valem pouco. Como temos de aprender a pedir a sabedoria do Espírito Santo que nos ensinará a viver segundo Deus.

II. Caminhemos porque ainda nos «falta uma coisa».
No Evangelho encontramo-nos com o relato de um dos três fracassos de Jesus na sua vida de anúncio do Evangelho. Talvez precisássemos de conhecer este fracasso de Jesus que não seduziu
completamente aquele jovem bom. Sim, o Senhor também saboreou o fracasso; porque Ele propõe, não impõe. Propõe e deixa-nos livres para responder ao Seu convite de O seguir.
Aquele jovem aproximou-se correndo de Jesus. Vinha entusiasmado, completamente seduzido, toda a vida fora bom, jamais ferira um mandamento da Lei. Vinha disponível, mas o radicalismo da proposta de Jesus supunha uma exigência que quebrou nele todo o encanto. Vêmo-lo, por fim, de costas, afastando-se lentamente, pesaroso.
Irmãos, Irmãs: começamos um novo ano pastoral de dedicação a Jesus e à sua Igreja servido-O nesta pequenina comunidade do Carmo de Viana. Virão canseiras e cansaços, trabalhos e frustrações e até talvez a beleza dourada da seara. Não tenhamos medo de nos pormos ao serviço do Senhor. Não tenhamos medo nem sequer do fracasso. Como Jesus falemos Evangelho: tudo seja por Ele!

III. Caminhemos, mas não sozinhos.
Por último gostaria de propôr-vos um hino, que canta assim:

Quando caminhares através da tempestade
mantém a cabeça erguida
e não tenhas medo do escuro.
No fim da tempestade
existe um céu dourado
e o doce canto de uma cotovia.
Caminha através do vento,
caminha através da chuva.
Mesmo que os teus sonhos sejam esmagados...
Caminha! Caminha em frente!
Com esperança em teu coração:
Tu nunca caminharás sozinho!

Este não é um hino litúrgico, nem sequer do âmbito da Igreja. Vem do futebol; é o hino do Liverpool, da Liga Inglesa de futebol. ( E alguns poderão até nem concordar que eu o traga para a nossa assembleia...). Mas a verdade, Irmãs e Irmãos, é que nele gostaria que colhêssemos a atitude justa para a nossa vida de peregrinos da fé.
É inescapável este sentimento ou estímulo comunitário de nos propormos caminhar, de seguir em frente enfrentando as dificuldades, contra ventos e marés. Sim, partamos! E jamais deixemos alguém para trás ou com sentimento de abandono ou solidão. Caminhemos, todos, em frente. Mas jamais caminhemos –  e se o fizermos não
caminharemos bem – deixando alguém só e para trás! O que hoje viemos aqui proclamar com o
compromisso de serviço à nossa Comunidade é isto mesmo: Vamos, juntos, caminhar! Caminhemos juntos, que ninguém caminhe jamais só!
Não posso menos recordar S. Teresa de Jesus –  que celebraremos Segunda-feira. A quem se propunha para o grupo de Cristo ela desafiava a caminhar sem medo e com determinação determinada. A sua intercessão amiga não nos faltará; Jesus e sua Mãe, a Senhora do Carmo são por nós! Caminhemos, pois, sem medo!

Chama do Carmo I NS 159 I Setembro 21 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Para pensar e rezar o Dia Mundial das Missões (III)

«Hoje, como outrora, Cristo envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra.»
«Temos necessidade de reaver o mesmo ímpeto apostólico das primeiras comunidades cristãs, que, apesar de pequenas e indefesas, foram capazes, com o anúncio e o testemunho, de difundir o Evangelho por todo o mundo conhecido de então.»
«A fé em Deus é um dom e um mistério que se há-de acolher no coração e na vida e pelo qual se deve agradecer sempre ao Senhor.»

(Bento XVI - Mensagem para o Dia Mundial das Missões.)

Para pensar e rezar o Dia Mundial das Missões (II)

«Não podemos ficar tranquilos, ao pensar nos milhões de irmãos e irmãs nossas, também eles redimidos pelo sangue de Cristo, que ignoram ainda o amor de Deus» (João Paulo II)

Para pensar e rezar o Dia Mundial das Missões

«Os homens, à espera de Cristo, constituem ainda um número imenso1» (João Paulo II)

www.lucia.pt

Irmã Lúcia já está na Internet
As carmelitas criaram uma página na Internet dedicada exclusivamente à vidente da Cova da Iria: a vida da Irmã Lúcia, a mensagem e informações sobre o desenvolvimento do seu processo de beatificação. Um site dinamizado pelas próprias religiosas que com ela partilharam a clausura.
O Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, onde Lúcia viveu mais de cinco décadas, procura a sua declaração como beata e abre agora uma oportunidade para que os visitantes da página possam comunicar as "graças obtidas por seu intermédio ou deixarem um pedido escrito que será colocado na cela onde ela viveu e morreu". E não falta até um espaço multimédia. Segundo fonte do Carmelo de Santa Teresa, este espaço "irá sendo desenvolvido e atualizado ao longo do tempo".
Ao entrar em www.lucia.pt fica-se a saber que, a 20 de julho deste ano, o bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, nomeou membros do Tribunal Eclesiástico que estão a ouvir as testemunhas que irão depor no processo de beatificação.
Leia mais no e-paper

No DN de hoje.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

De albergue em albergue, caminhada I

Afinal, porque não vens connosco? Certamente não será por causa da chuva! Vá, atreve-te!

Sorrir e aprender (6)


Ano da Fé surge como ocasião de a professar todos os dias

"Se é esta a nossa fé, a fé da Igreja que nos gloriamos de professar em Jesus Cristo nosso Senhor, então não nos cansemos de a professar do fundo do coração, hoje e em todos os dias deste Ano da Fé". O desafio foi deixado à diocese de Viana do Castelo por D. Anacleto Oliveira, na mensagem que dirigiu na grande celebração de abertura do Ano da Fé, no adro da Agonia, em Viana, e nas sedes dos outros nove arciprestados que mobilizaram milhares de católicos em missa "única".
O dia não nasceu favorável à mobilização, em virtude da forte chuva que se fazia sentir, contudo, perto da hora da celebração, uma única missa por arciprestado, a chuva parou, o sol apareceu e permitiu que celebrasse a Fé com grande e entusiasta participação.
Com três momentos de silêncio, D. Anacleto desafiou a Igreja do Altominho, os homens e as mulheres que nela "militam", a descobrirem "qual o caminho a seguir para acolhermos a sua Palavra e n’Ele acreditarmos" advertindo que se trata de "um caminho duro", mas que "vale a pena percorrer" dada a "maravilhosa é a meta a que nos conduz".
Partindo do texto de Evangelho do domingo, o Prelado começou por sublinhar que é necessário expor-se a um questionamento pessoal diante de Cristo acerca do que fazer para alcançar a vida eterna. A pergunta é essencial porque, observa, "não está em jogo um simples aspecto, mesmo fundamental, da vida, mas a vida no seu todo", dado que, como escreveu o Bispo na Carta Pastoral, "vivemos, na medida em que lutamos contra a morte e tudo aquilo que a ela pode levar – uma luta de todos os dias e com todos os meios ao nosso alcance".
O primeiro momento de silêncio serviu para "aguardar" a resposta de Cristo que aponta para os "mandamentos" que integram aliança estabelecida por Deus com o seu povo, "para lhe garantir uma vida duradoira e feliz". Muitos de nós, reconhece o Bispo diocesano, sabem-nos de cor, desde crianças e outros conhecem-nos pela experiência da vida.
Segundo Jesus, a via para chegar à vida eterna passa pelos mandamentos que se resumem no amor ao próximo, "um amor que exige o máximo respeito pelo bem dos outros" e por mmim próprio, sublinhou o Prelado. Contudo, ainda falta algo para a tão desejada dimensão "eterna" na nossa vida.
Novo momento de silêncio para acolher a resposta de Cristo apresentada em "imperativos" cujo principal é: "segue-me". A partir de agora, adianta o Prelado, "optar por Deus significa optar por Jesus e vice-versa. Significa acreditar no Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, como único Deus vivo e verdadeiro, o único que pode satisfazer a nossa profunda fome e sede de vida. Só assim Ele reina sobre nós e em cada um de nós: se, pela fé, a Ele nos submetermos, com tudo o que temos e somos".
Esta radicalidade nem sempre se torna caminho, fazendo o homem a opção pelas suas suas riquezas, uma tentação muito frequente nos nossos dias e, advertiu, da qual "nenhum de nós está totalmente livre".
Novo momento de silêncio para atender à "reacção" de Jesus.
Ao anunciar as dificuldades do que estão presos às riquezas, Cristo deixa "estupfactos" os discípulos, a quem, chamando filhos, garante que a Deus tudo é possível.
"Mas se a Deus é possível, tem de o ser igualmente para aqueles nos quais Ele reina pela fé", sublinhou D. Anacleto Oliveira, aplicando-o à vivência de situações dramáticas do nosso tempo como a tentação de um aborto, de um divórcio e de desamparar os velhos pais.
Frisando que "tudo é possível a quem acredita", D. Anacleto desafia a "mulher grávida de um filho inesperado e indesejado" a escutar Deus que pede: "não permitas que matem o fruto do teu ventre, porque toda a vida vem de Deus". Exorta o casal tentado a divorciar-se a não se precipitarem, "para vosso bem e o bem dos vossos filhos, mas recorrei ao Deus da misericórdia e do perdão, que tudo pode".
Fala aos filhos, cujos pais se tornaram um peso, pela idade ou a doença, pedindo que lhes dêem "todo o apoio e carinho, pois foi por meio deles que Deus vos deu a vida que tendes".
Deus, salientou o Bispo, diz a cada um dos seus discípulos para não se acomodar egoisticamente ao seu bem-estar, mas para partilhar com os outros os dons e bens que recebidos de Deus, a quem tudo pertence.
O Senhor Jesus diz-nos, enfatizou o Prelado vianense, perante desgraças que se podem abater sobre nós: "não desespereis, pois foi no maior fracasso da minha vida terrena, a morte na cruz – foi então que eu mais me confiei a Deus meu Pai. Por isso aqui estou vivo e glorioso, para vos ajudar".
"Rezemos-Lhe, - incentivou - no silêncio dos nossos corações, como o pai da criança com o espírito mudo: Eu creio, mas ajuda a minha pouca fé".


Foto e texto do Jornal Notícias de Viana
 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sorrir e aprender (4)

Eu precebo a ideia, e sorrio.

Um retrato; e que retrato!

O Pe. Francisco de Ribera foi confessor da Santa. Dela nos deixou um retrato expressivo. Diz assim:
«Era de muito boa estatura e, em sua mocidade, formosa, e ainda depois de velha mantinha uma boa aparência: corpo vultoso e muito branco, o rosto redondo e cheio, de bom tamanho e proporção; tez branca e encarnada, e quando estava em oração se lhe encendia e ficava formosíssima; cabelos negros e crespos, a fronte larga, igual e formosa; as sombra celhas grandes e grossas, não muito em arco, mas planas; olhos negros e redondos, vivos e graciosos, que em sorrindo, sorriam todo e mostravam alegria; nariz pequeno e não muito levantado, com a ponta arredondada e um pouco inclinado para baixo; boca nem grande nem pequena; dentes muito bons; mãos pequenas e muito lindas...»

Felizes de nós!

É possível construir uma vida ou uma história com uma ideia. É, é. É possível e muito desejável assentar uma vida ou uma história sobre a rocha de uma ideia, pelo menos de uma ideia.
Sei de uma vida que se firmou num punhado de ideias; a saber:
1. Busque sempre a Deus. O nosso interior é como um castelo feito de muitas moradas. Na morada central habita o Rei, Sua Majestade...
2. Fale com Deus, o Rei, pois a oração não consiste em muito pensar, mas sim em muito amar. A oração nasce do amor!
3. Ame os irmãos e irmãs. Deus nos coloca sempre no caminho dos outros...
4. Seja humilde.
5. Desapegue-se das coisas e das pessoas. Só Deus basta!
Essa pessoa chamou-se Teresa de Jesus e foi uma grande santa religiosa, doutora da Igreja, mística, escritora e fundadora da família Carmelita Descalça. Nasceu em 1515, era de ascendência judia, teve 10 irmãos; perdeu a mãe cedo e, aos 18 anos de idade entrou no mosteiro da Encarnação, em Ávila.
Teve diversos problemas de saúde causados por uma cardiopatia crónica, que lhe provocavam dores que a paralisavam e até a faziam desmaiar. Até os 25 anos de idade, viveu a sua entrega religiosa superficialmente. Aos 45 anos, após ter reformado sua vida, procurou viver em profunda intimidade com Deus iniciando a reforma do Carmelo, buscando maior solidão, pobreza e silêncio.
Em menos de vinte anos, Teresa fundou 17 Carmelos, com a sua espiritualidade bebida nas fontes claras do Carmelo! A sua experiência de Deus era tão forte e superabundante que não podia guardá-la só para si. Teve de a dar a outros: Felizes de nós!

Baptizado do Pedro


O Pedro veio de longe, de muito longe, para se baptizar. Veio da Gafanha da Nazaré. A mãe trazia-o ao colo, o pai o volante, e a Beatriz dormiu durante o caminho. Um pouco mais atrás vieram os primos, os tios, os avós e os tios-avós. E alguns amigos do Carmo Jovem.
A Beatriz já conhecia o caminho, a casa e a capela onde também ela foi baptizada. Começamos serenos e à hora combinada. O baptismo decorreu em festa e no aconchego familiar. Alguém no fim comentou que não é fácil celebrar assim um baptizado, e não é.mas tudo se fez segundo mandam as regras.
A primeira foto é da Capela Stilla Maris, a capela dos meninos do Carmo Jovem. A segunda fala da correria do Baptizado. mas até nem foi tanto assim, porque se se correu foi só para que os fotógrafos ficassem na foto.
O dia continuou num recatado restaurante local. E quando a tarde caía regressámos a casa. O Pedro ia na mesma no colo da mãe, mas lavadinho pelo amor quente da Igreja e do Carmo que o acolheu e agora o meteu no rio da fé.
Bem-vindo, peregrino Pedro!

Pelos filhos a conhecemos!

«Eu não conheci a madre Teresa de Jesus enquanto viveu na terra, mas agora que vive no céu eu conheço-a e vejo-a em duas imagens vivas que nos deixou de si, a saber: as suas filhas e os seus livros; que a meu ver são testemunhas fiéis da sua grande virtude, pois como diz o Sábio: «o homem nos seus filhos se conhece.»
(Frei Luis de León)

domingo, 14 de outubro de 2012

Saudada pelos sinos da sua cidade

 
A nossa Santa Madre Teresa de Jesus nasceu no dia 28 de Março de 1515, em Ávilia.
D. Alonso Sánchez de Cepeda, seu pai, escreveu: «Aos vinte e oito dias do mês de Março do ano de mil quinhentos e quinze, uma quarta-feira, nasceu Teresa, minha filha, às cinco horas da manhã, meia hora mais, meia hora menos, aos primeiros alvores do dia.»
O Angelus da aurora começou a soar na Igreja de São Domingos; depois, repicaram todos os sinos de Ávila: os de São João, São Pedro, Santo Isidoro e São Cebrião, São Nicolau, São Tiago, São Romão.
A 4 de Abril, o padrinho e a madrinha da pequena Teresa pediam em seu nome, na Igreja Paroquial de São João «a fé e a vida eterna». Naquele mesmo dia, inaugurava-se o mosteiro da Encarnação, convento de carmelitas da Regra mitigada: abriam-se já as portas da casa de Deus em que aquele que a baptizava «em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo» a convidava a entrar.
A menina recebeu o nome de Teresa, em memória da bisavó paterna, Teresa Sanchez, e da avó materna, Teresa de las Cuevas.
Morreu em Alba de Tormes no dia 15 de Outubro de 1582.

sábado, 13 de outubro de 2012

Ministérios litúrgicos

De que se fala numa reunião de Abertura do Ano Pastoral. fala-se de tudo, naturalmente. De tudo o que interessa à família ali reunida.
A meio da reunião alguém pediu a palavra e segeriu mais formação ao nível dos ministérios litúrgicos. Logo ali nasceram algumas sugestão (Já estão pensadas reuniões bimestrais!), e aqui deixo uma outra que outro alguém alvitrou: Por que não inscrevermo-nos na Escola dos Ministérios que o Insituto Católico da diocese oferece? Aquele Instituto tem uma proposta que se desenvolve «de acordo com um programa que procurará dar resposta às necessidades dos cristãos nos âmbitos específicos dos ministérios litúrgicos - Leitor e Acólito», e ainda outros âmbitos.
Para mais informações: 258 823 296 ou institutocatolico@diocesedeviana.pt.

Quem é Santa Teresa de Jesus (I)


Teresa de Jesus iniciou a narração escrita da sua vida aos 50 anos de idade. Madura, portanto! Decorria o ano de 1565.
Por essa altura tinha já fundado o seu primeiro mosteiro, o Carmelo de São José de Ávila. Foi aos 50 anos que a Madre Teresa tomou consciência do longo caminho percorrido, e da urgência de o colocar por escrito, motivação mais que justa para por em prática o seu talento literário. Ao mesmo tempo que escreve dá-se conta de que fala e comunica a sua experiência espiritual. Isto é, ensina, educa.
Simultâneamente este exercício ajuda-a a clarificar as situações e a valorizar outros elementos que ajudem a compreender a acção de Deus em sua vida.
Um primeiro aspecto que Teresa valoriza é a recuperação do caminho, que ela afirma ter perdido depois da infância e da adolescência. A esse caminho re-encontrado chama ela o caminho da virtude.
Se definirmos a palavra virtude afirmaremos que é uma qualidade humana que permite a quem a possua formular e decidir as decisões certas, mesmo nas situações mais adversas por forme a encaminhá-las em seu favor.
O humano virtuoso é aquele que se encontra a caminho de ser sábio, pois sabe como alcançar as suas metas sem esmagar os demais, porque coloca os outros do seu lado e os leva a alcançar um objectivo comum. O virtuoso é aquele «que sabe remar contra a corrente», e assim levar adiante qualquer tarefa, venha o que vier. É uma pessoa com muitas qualidades, postas dia a dia à prova.
Foi esse o caminho de Teresa de Jesus. Descobriu-o rezando. Rezando a sua vida. De facto, o caminho da oração não se pode percorrer sem ser apoiado na virtude. A oração é um exercício pelo qual o homem ou a mulher buscam um caminho coerente de vida.
Veremos como Santa Teresa descobriu o valor da virtude.
Frei Julio Rincon, ocd

Abertura do Ano Pastoral: You'll never walk alone!

Reuniu-se hoje, pelas 16h, na Sala dos Terceiros, a Comunidade do Carmo de Viana, religiosos e leigos.
Depois da recitação do Símbolos dos Apóstolos o Prior da Comunidade apresentou brevemente o Plano Pastoral que organizará a vida da comunidade duranteo novo ano pastoral. Depois de justificar o roteiro proposto em toda a sua simplicidade declarou-o aberto à discussão e sugestão dos presentes. Mesmo assumindo que as nossas actividades se centraram na vivência da fé que se purifica e aprofunda no encontro com o Senhor, pessoal e comunitário, vivido e celebrado, achou-se por bem criar um fórum da fé, com periodicidade a determinar e que ajude a esclarer a fé que temos de testemunhar e levar em missão, por que havemos sempre de estar preparados para dar testemunho do que acreditamos.
No fim da reunião foi distribuida a todos os presentes a Nota Pastoral do senhor D. Anacleto Oliveira sobre o Ano da Fé.
Depois da reflexão reunimo-nos na igreja para celebrarmos a Eucaristia à volta da Palavra e da mesa do Senhor. Antes do sim ao serviço ao Senhor nesta sua pequenina comunidade do Carmo, o Frei João, que presidia à assembleia, animou-nos a caminhar, fortalecermos juntos a fé, a não termos medo do fracasso e a nunca caminharmos sós.
E antes de terminar animou-nos a todos a participarmos às 11h na Missa de Abertura do Ano Pastoral, que o nosso bispo D. Anacleto Oliveira preside no Campo da Agonia.

Domingo XXVII do Tempo Comum

Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho, receberá cem vezes mais, já neste mundo.»
(Evangelho de São Marcos)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A Porta da Fé!

Bento XVI abriu o Ano da Fé.

Nobel da Paz para a União Europeia!


A União Europeia é a vencedora do Prémio Nobel da Paz 2012 pelo seu papel histórico na união do continente. O anúncio foi feito esta sexta-feira, às 10h, pelo Comité Nobel.
O Comité Nobel mencionou o papel da União Europeia como instituição agregadora do continente europeu após a II Guerra Mundial. Foram também mencionadas as adesões, na década de 1980, de Portugal, Espanha e Grécia, após o desmoronar das respectivas ditaduras.
Sem entrar nas políticas atuais, o prémio é mais do que merecido pelos 50 anos de paz. Nações que durante um milénio só estiveram umas décadas em paz (se contarmos os conflitos internos e internacionais das grandes nações como Alemanha, França, Itália, Espanha, Inglaterra), há 50 anos que discutem e discordam sem nunca pegar em armas.
Um punhado de países tem por bandeira a de Nossa Senhora, e venceu o Nobel da Paz de 2012- Há quem fale em milagre.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Uma tensão emocionante!


Na homilia da celebração de Abertura do Ano da Fé, o Papa Bento XVI referiu que há 50 anos atrás, na Abertura do Concilio Vaticano II, se vivia «uma tensão emocionante em relação à tarefa de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no nosso tempo, sem sacrificá-la às exigências do presente, nem mantê-la presa ao passado».

Um dia maravilhoso

Há cinquenta anos, na entrada deste dia do seu diário, o discreto padre alemão Joseph Ratzinger, teólogo assessor do seu bispo, escreveu sobre a abertura do Concílio Vaticano II: «Foi um dia maravilhoso!».